Seria muita pretensão chamá-la de "teoria" por isso apenas citarei o título "bola de neve" como comparação: O relacionamento humano é como uma bola de neve, tende a seguir o rumo que damos no início de sua descida, e, então, seguir pelo mesmo caminho, sempre aumentando, e, apenas com muito esforço, pode ser desviado.
Um pouco de base. Pense sobre todas as crianças tidas como "chatas", "insuportaveis" e agora todas as suas dúvidas de "será que ele vai chorar de noite?", e "será que ela vai me obedecer?", e em todos os seus medos e calafrios a respeito de como seu filho será, ou o por que de seu filho já ser. Um ser tão pequeno e indefeso que chega ao mundo sem ao menos saber se alimentar, chega ao mundo sendo inteiramente dependente e agindo única e exclusivamente por instintos e necessidades, não têm porque se transformar em um sufoco, em um chorão, em um mimado ou em uma criança de "geniosinho forte".
Condicionamos nossos filhos e moldamos seus comportamentos, influenciamos diretamente toda a vida dele, se você vai ter seu filho agora, e você que já tem seu filho, até mesmo os filhos adolescentes, se eles erram ou acertam, se são facilmente influenciados pela turma, ou se são desobedientes, tudo depende do que você passou para eles. Esse é o ponto de partida do pensamento que quero passar para vocês.
Sorte? Todo mundo sempre comentou: "Vocês deram muita sorte, não é mesmo?"... A Marina sempre dormiu a noite toda, raramente acordou de madrugada, é muito amorosa, dorme até mais tarde no final de semana, e mais um monte de coisa de dar inveja em muita mãe "experiente" que, de certa forma, desdenhou ter de ver a cena de uma adolescente grávida. "Sorte? Eu diria habilidade."
Não é convencimento, noites lendo livros, cursos de trocar fraldas, ou um cd de músicas infântis. É amor. Simplesmente damos muito amor a ela. Ou você acha que sua personalidade foi ganha em uma loteria?
A bola de neve. Logo que nasce, a criança chora para todas as necessidades que lhe ocorrem, é bem cansativo. Então você já arma na sua cabeça, "ai que choroninha né?", e a bola começa a cair do penhasco. Então ela cresce e não tem mais só necessidades, ela quer atenção também. E você? "Espera filha, mas que coisa!"... Custa parar um pouco de ver TV? Sair da frente do computador? Ou então dizer para aquela sua velha amiga, que você acaba de reencontrar no shopping, que depois vocês se falam? A criança te pede atenção e você não dá. Logo ela vai necessitar de mais atenção. E se você não der ela vai chorar, vai gritar e se atirar no chão. Tudo porque você não pode dar cinco minutos da sua atenção, lá, a alguns meses atrás. Muita gente se lamenta por fazer "tudo que ele quer" e mesmo assim ele ser aquele pestinha.
A Marina não é a que "tem tudo" da turma, ela ganha presentes apenas nas datas festivas, e ela nem liga, ela gosta mais é da embalagem. Pode trazer o mais revolucionário e bonito brinquedo que for: se não estiver em um papel de presente ela nem olha, e se estiver enrolado pra presente? Ela olha, agradece, pega a embalagem e vai brincar. As crianças querem carinho, não serem chamadas de lindas e maravilhosas o tempo todo. Elas quer que você brinque, que você jogue e ajude, cante e dance, leia e plante bananeiras. Para elas, o seu tempo é o melhor presente. Já notou que, DE UM MODO GERAL, na sua turma do colégio, na faculdade e no filme de Hollywood, o riquinho e cheio de bugigangas "da hora" é sempre o mais mal-educado e enjoado, é aquele que tenta sempre se sobressair, custe o que custar, em tudo? Ele tem um monte de coisas. Mas ele quer atenção. Todos nós queremos, se você acha que não, é porque já tem o suficiente.
Todos queremos nos sentir amados. Se o seu filho não te dar descanço naquele sábado que você "precisava" dormir além da conta, é porque você não compensou este tempo anteriormente. Se ele te faz ficar a noite em claro, é por que durante o dia você não ficou com ele. Se ele grita e bate o pé, se ele bate e quebra, se ele responde e faz manha, não é genético ou "maldade", ele é apenas uma criança. A culpa é toda sua.
Poupe-se. Durma sempre bem. Tenha apenas elogios do seu filho. E fique completamente orgulhosa de tudo que ele faz. Não tenha um filho chato. Ame-o e gaste algumas horas com ele, mesmo que você já tenha passado da idade de brincar de lego.
Uma breve declaração: Marília eu te amo. Meu sol. Minha água. Meu ar. Meu "tudinho com limão"!