Sábado, 15 de Setembro de 2007

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A Distância


Desde quando estava grávida temia a distância.


Hoje a minha filha tem dois anos. E vejo nela uma criança feliz, com o pai presente, família amorosa, desenvolvimento perfeito, estimulação na dose certa, e tudo mais que poderia se desejar ou dar a uma criança. Ela tem um pai maravilhoso, eu diria ser o melhor pai que eu conheço, e por que não dizer, o melhor do mundo? Sei que nem todas as pessoas têm a mesma sorte, ou as mesmas oportunidades, mas, se queremos alguma coisa, temos que abrir mão de talvez algumas outras mais fáceis, para que possamos desfrutar dos nossos sonhos mais tarde. Sacrifício agora, prazer depois. Decidi isso talvez um pouco tarde, talvez não. Decidi isso agora, nesses últimos meses.


Até a Marina fazer dois anos eu estudava de manhã, e passava o resto do meu tempo com ela, passeávamos, brincávamos, visitávamos os parentes, era maravilhoso. Mas assim eu não conseguiria ter a minha casa, ter a minha família, para que os familiares pudessem me visitar ao invés de eu ir visitá-los.


Hoje, eu trabalho o dia inteiro e tenho aula na faculdade duas noites por semana. O Rafael trabalha e estuda durante o dia. Temos tido pouco tempo para nós, sinto falta de ter tardes para simplesmente ficar com a minha filha. E vejo nela, através do olhar, das brincadeiras, das palavras, a saudade, uma saudade que antes não tinha espaço.


Mas assim lutamos para que, em breve, possamos ter o nosso espaço e os nosso momentos como a família que somos e queremos melhorar a cada dia juntos. Teremos o nosso espaço para arrumar, bagunçar e matar a saudade nos finais de semana.

Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

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Rafael Bandeira - A Faculdade

Olá pessoal,

Hoje, dia 06/08/2007, estou começando meu curso universitário: Engenharia Mecânica, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, depois de um conturbado segundo grau em uma escola pública, mas que, com auxílio de minha família, e apoio da Marília, consegui passar, apertado, mas passei. Ok. Mas não estou aqui para me gabar.


Aproveitei o momento, estou aqui em um computador da UFRGS, para passar para vocês uma mensagem, que todos vocês, bem no fundo, sabem que é verdade: Estudem, estudem pois será a maior bagagem que terás para passar para o teu filho, e por que será a forma mais certa e confiável de obter uma vida digna e com tudo aquilo que você quer para o seu filho.


Pra mim é fácil falar, eu sei, não precisei trabalhar até o último semestre do terceiro ano do segundo grau. Mas não se esqueça que, mesmo que eu tenha passado como segundo suplente, centuagésimo vigésimo segundo lugar, eu, ainda assim, passei com 17 anos, vindo de uma escola pública que teve apenas 7 aprovados na federal, sendo que todos, exceto eu, fizeram cursinho. Durante as provas, no verão, eu saia da prova e ia trabalhar, até às 8 da noite, e depois voltava para a prova no dia seguinte. Concorri com muita gente, e o fator 'paternidade' não me encomodou nem um pouquinho. Não era a minha desculpa para as péssimas notas nas provas de física e matemática (e geografia...e etc...), na verdade era o fator que fazia eu ir bem, que fazia eu dar o máximo de mim mesmo. A fator 'paternidade' foi o fator decisivo para eu estar aqui... Se hoje estou nesse computador escrevendo para vocês é porque eu desejei muito estar aqui e me esforcei ao máximo para poder garantir um futuro digno, saudável e rico para a minha filha. E sugiro que façam o mesmo!



Abraços! E não deixem de comentar pessoal, dúvidas, sugestões, relatos e reclamações!

Quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

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O momento da chegada!


Esse momento tão esperado, às vezes causa um medo danado nas mamães. É complicado não ficar nervosa simplesmente esperando a hora. Sem saber, ou já sabendo, se vai ser cesárea ou não. Imaginando como será a reação de todos e principalmente a nossa, imaginando o rostinho do nosso maior amor e orgulho, esperando e imaginando as sensações de ter um bebê, que vai precisar ser alimentado, amado e cuidado com muito amor e carinho.

O meu momento foi maravilhoso. Eu já havia sido auxiliada para ter tranquilidade na hora do parto, pois seria melhor para mim e para o bebê. Podem ter certeza, eu sei o quanto é complicado ficar calma nessa hora. Durante toda a gravidez achei que estava preparada, estava ansiosa, mas imaginei que estava preparada, achei que iria conseguir manter a calma, ficar tranquila. Que nada, quase morri chorando durante todo o procedimento. Não chorava de dor, e sim de uma emoção que tomava conta de mim, eu não conseguia ficar calma, era tanta ansiedade, mais do que durante os nove meses, pois, o bebê estava ali, a segundos de ser colocado no meu colo, ao mesmo tempo, tanta alegria, tensão, na verdade nem sei explicar direito o que sentia, foi o melhor dia da minha vida, o mais feliz, eu estava do lado da minha filha e do meu amor, o Rafael ficou todo o tempo comigo, talvez até mais ansioso do que eu, nem nós nem os médicos sabiam quem chorava mais.

Depois dali, cada dia foi melhor do que o outro. Muita felicidade, aprendizado, palpites, opiniões, muitos momentos dificeis, tendo que enfrentar doenças e hospitais, mas vamos deixar isso para outra hora.

A Marina nasceu de parto cesáreo. Não por opção minha, mas, ela estava viradinha com a bundinha para baixo, onde a cabeça deveria estar.
Minha recuperação foi bem tranquila, no começo, eu sentia bastante dor, mas devagarinho tudo voltou ao normal. Mas claro isso depende de cada pessoa, de cada organismo.

Espero ter conseguido tranquilizar todas as novas mamães, e que as que já tenham tido o "seu momento" comentem aqui...

Abraços

Sábado, 28 de Julho de 2007

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Rafael Bandeira - Bola de Neve

Seria muita pretensão chamá-la de "teoria" por isso apenas citarei o título "bola de neve" como comparação: O relacionamento humano é como uma bola de neve, tende a seguir o rumo que damos no início de sua descida, e, então, seguir pelo mesmo caminho, sempre aumentando, e, apenas com muito esforço, pode ser desviado.

Um pouco de base. Pense sobre todas as crianças tidas como "chatas", "insuportaveis" e agora todas as suas dúvidas de "será que ele vai chorar de noite?", e "será que ela vai me obedecer?", e em todos os seus medos e calafrios a respeito de como seu filho será, ou o por que de seu filho já ser. Um ser tão pequeno e indefeso que chega ao mundo sem ao menos saber se alimentar, chega ao mundo sendo inteiramente dependente e agindo única e exclusivamente por instintos e necessidades, não têm porque se transformar em um sufoco, em um chorão, em um mimado ou em uma criança de "geniosinho forte".
Condicionamos nossos filhos e moldamos seus comportamentos, influenciamos diretamente toda a vida dele, se você vai ter seu filho agora, e você que já tem seu filho, até mesmo os filhos adolescentes, se eles erram ou acertam, se são facilmente influenciados pela turma, ou se são desobedientes, tudo depende do que você passou para eles. Esse é o ponto de partida do pensamento que quero passar para vocês.

Sorte? Todo mundo sempre comentou: "Vocês deram muita sorte, não é mesmo?"... A Marina sempre dormiu a noite toda, raramente acordou de madrugada, é muito amorosa, dorme até mais tarde no final de semana, e mais um monte de coisa de dar inveja em muita mãe "experiente" que, de certa forma, desdenhou ter de ver a cena de uma adolescente grávida. "Sorte? Eu diria habilidade."
Não é convencimento, noites lendo livros, cursos de trocar fraldas, ou um cd de músicas infântis. É amor. Simplesmente damos muito amor a ela. Ou você acha que sua personalidade foi ganha em uma loteria?

A bola de neve. Logo que nasce, a criança chora para todas as necessidades que lhe ocorrem, é bem cansativo. Então você já arma na sua cabeça, "ai que choroninha né?", e a bola começa a cair do penhasco. Então ela cresce e não tem mais só necessidades, ela quer atenção também. E você? "Espera filha, mas que coisa!"... Custa parar um pouco de ver TV? Sair da frente do computador? Ou então dizer para aquela sua velha amiga, que você acaba de reencontrar no shopping, que depois vocês se falam? A criança te pede atenção e você não dá. Logo ela vai necessitar de mais atenção. E se você não der ela vai chorar, vai gritar e se atirar no chão. Tudo porque você não pode dar cinco minutos da sua atenção, lá, a alguns meses atrás. Muita gente se lamenta por fazer "tudo que ele quer" e mesmo assim ele ser aquele pestinha.

A Marina não é a que "tem tudo" da turma, ela ganha presentes apenas nas datas festivas, e ela nem liga, ela gosta mais é da embalagem. Pode trazer o mais revolucionário e bonito brinquedo que for: se não estiver em um papel de presente ela nem olha, e se estiver enrolado pra presente? Ela olha, agradece, pega a embalagem e vai brincar. As crianças querem carinho, não serem chamadas de lindas e maravilhosas o tempo todo. Elas quer que você brinque, que você jogue e ajude, cante e dance, leia e plante bananeiras. Para elas, o seu tempo é o melhor presente. Já notou que, DE UM MODO GERAL, na sua turma do colégio, na faculdade e no filme de Hollywood, o riquinho e cheio de bugigangas "da hora" é sempre o mais mal-educado e enjoado, é aquele que tenta sempre se sobressair, custe o que custar, em tudo? Ele tem um monte de coisas. Mas ele quer atenção. Todos nós queremos, se você acha que não, é porque já tem o suficiente.

Todos queremos nos sentir amados. Se o seu filho não te dar descanço naquele sábado que você "precisava" dormir além da conta, é porque você não compensou este tempo anteriormente. Se ele te faz ficar a noite em claro, é por que durante o dia você não ficou com ele. Se ele grita e bate o pé, se ele bate e quebra, se ele responde e faz manha, não é genético ou "maldade", ele é apenas uma criança. A culpa é toda sua.

Poupe-se. Durma sempre bem. Tenha apenas elogios do seu filho. E fique completamente orgulhosa de tudo que ele faz. Não tenha um filho chato. Ame-o e gaste algumas horas com ele, mesmo que você já tenha passado da idade de brincar de lego.

Uma breve declaração: Marília eu te amo. Meu sol. Minha água. Meu ar. Meu "tudinho com limão"!